Dos martírios da cruz, das suas dores,
O Senhor da Verdade, há dois mil anos,
Derrama a luz nos corações humanos
E lhes clareia a senda de amargores.
É da cruz, dos seus dúlcidos arcanos,
Que Ele ampara e consola os pecadores.
Aluviões de seres sofredores,
Nas estradas de espinhos e de enganos.
— Perdoa-lhes, meu Pai!.. — ainda se escuta
No deserto de pedra áspera e bruta
Do Calvário — a coroa dos seus atos!
Mas no mundo de carne e sombras mudas,
Vê-se o interesse triste de outros Judas,
E os preconceitos frios dos Pilatos.
(Lira imortal. Casimiro Cunha. Psicografado por Chico Xavier)